A Casa das Memórias Mortas
Algumas casas guardam lembranças. Esta fabrica as suas
Após a morte do pai, Sara Valença, restauradora de edifícios históricos, herda o antigo Sanatório Santa Brígida, fechado há décadas e ligado ao avô psiquiatra que sua família preferia apagar. Ao iniciar o levantamento do imóvel, ela encontra corredores que mudam de extensão, salas que não deveriam existir, marcas de altura com seu próprio nome e registros médicos impossíveis.
Entre prontuários, plantas arquitetônicas, arquivos mortos, salas lacradas, vozes na água e lembranças que atravessam pessoas vivas, Sara descobre que o Santa Brígida foi construído para conter traumas humanos como matéria física. A casa não está apenas assombrada: ela reorganiza identidades, fabrica continuidades e usa a memória como forma de sobrevivência.